domingo, 28 de junho de 2009

Vidro

RECICLAGEM DE V I D R O

reciclagem de vidro

Reciclagem do vidro

A Reciclagem do vidro é o processo pelo qual o vidro é basicamente derretido e refeito para sua reutilização. Dependendo da finalidade do seu uso, pode ser necessário separá-lo em cores diferentes. As três cores principais são:

  • Vidro incolor
  • Vidro verde
  • Vidro marrom/âmbar

fonte: Wikipedia

O vidro é obtido pela fusão de componentes inorgânicos a altas temperaturas, e resfriamento rápido da massa resultante até um estado rígido, não-cristalino.

O processo de produção do vidro do tipo sodacal utiliza como matérias-primas, basicamente, arreia, barrilha, calcário e feldspato. Um procedimento comum do processo é adicionar-se à mistura das matérias-primas cacos de vidro gerados internamente na fábrica ou adquiridos, reduzindo sensivelmente os custos de produção.

O vidro é um material não-poroso que resiste a temperaturas de até 150°C (vidro comum) sem perda de suas propriedades físicas e químicas. Esse fato faz com que os produtos possam ser reutilizados várias vezes para a mesma finalidade.

A reciclagem de vidro significa enviar ao produtos de embalagens o vidro usado para que este seja reutilizado como matéria-prima para a produção de novas embalagens.

O vidro é 100% reciclável, não ocorrendo perda de material durante o processo de fusão. Para cada tonelada de caco de vidro limpo, obtém-se uma tonelada de vidro novo. Além disso, cerca de 1,2 tonelada de matéria-prima deixa de ser consumida.

Além da redução do consumo de matérias-primas retiradas da natureza, a adição do caco à mistura reduz o tempo de fusão na fabricação do vidro, tendo como conseqüência uma redução significativa no consumo energético de produção. Também proporciona a redução de custos de limpeza urbana e diminuição do volume do lixo em aterros sanitários.
fonte: abal.org.br

Que vidros podem ser reciclados

Separe para reciclagem, retirando antes o excesso de sujeira:

reciclável :

garrafas de bebida, frascos em geral, potes de produtos alimentícios, copos

não reciclável :

espelhos, cristais, vidros de janelas, vidros de automóveis, lâmpadas, ampolas de medicamentos, cerâmicas, porcelanas, tubos de TV e de computadores.

A qualidade do caco de vidro

A qualidade do caco de vidro é muito importante para a industria, pois ao contrário disto o caco com impurezas e contaminado pode danificar equipamentos (principalmente fornos) de produção e acabam produzindo embalagens com defeitos.

Para isso não acorrer é necessário que as embalagens passem pelo beneficiamento, ou seja, as tampas e rótulos precisam ser retirados e as embalagens precisam passar por um processo de lavagem para ser removido o resíduo.

vidro reciclar
fonte: Abividro

Vidros farmacêuticos / laboratório
Embalagens de vidro que contenham elementos químicos, nocivos a saúde ou corrosivos (classe 1) devem ser descontaminados antes de ir para a reciclagem. Para maior segurança, procure o Órgão Ambiental de sua região para dar o destino final adequado para o material.

Segregação de cacos para reciclagem de vidro plano
O caco de vidro plano (float (liso) ou impresso) não deve ser misturado ao de embalagens.Sua reciclagem é feita junto às insdútrias fabricantes e através de recicladores especializados, que adquirem caco junto à rede de venda de vidros de reposição para veículos. O caco laminado também pode ser ser reciclado por um císrculo ainda menor de receptores, os quais processam o mesmo atrvés de moagem, removendo o filme plástico de PVB (polivinilbutiral), que se limpo de forma adequada (livre de caqinhos) também pode vir a ser reciclado. Assim se você desejar reciclar algum caco de vidro plano, incluindo espelhos, a forma mais prática é oferecê-o a uma vidraçaria de seu bairro, aqual particpe da coleta de caco, destinando o caco gerado para um sucateiro.

OBS: O vidro aramado não é reciclavél.

Plástico

RECICLAGEM DO P L Á S T I C O

A etapa inicial e mais importante para a reciclagem é a triagem, que consiste na separação dos plásticos do resíduo recebido e na eliminação de contaminantes. Os ferrosos são eliminados através de ação magnética ou eletrostática; os não-ferrosos, pelo uso de ar para flotar materiais leves como o papel, e hidrociclone ou tanque de flotação, para separar as resinas por diferença de densidade.

Esta separação pode ser efetuada no local de reciclagem, no próprio ponto de geração (denominada então "coleta seletiva") ou em usinas operadas para esta finalidade, conhecidas como usinas de triagem.

Os resíduos podem ser provenientes de um processamento industrial, de recipientes de lixo que aguardam a coleta nas calçadas, de depósitos de lixo ou, ainda, de locais de disposição final como lixões, através dos "catadores", que constituem a reciclagem informal, ou até mesmo de depósitos de intermediários, conhecidos como "sucateiros", que arregimentam catadores ou arrematam o material plástico em leilões e outras fontes.

A distinção entre estes pontos diversos de triagem reside na qualidade e apresentação do resíduo a ser reciclado, além do volume e freqüência do fornecimento. Desta forma, a origem do fornecimento torna-se um parâmetro importante de avaliação da matéria-prima para o reciclador.

A Figura 3-1 apresenta a seqüência de atividades realizadas desde a coleta do material em domicílios, de responsabilidade pública, até a reciclagem dos resíduos e sua transformação em novos produtos de consumo.

Existem várias formas de lidar com os resíduos. A primeira delas, amplamente utilizada, consiste na recuperação pela própria indústria que os gera, através de moagem e retorno ao processo de produção juntamente com a matéria-prima virgem.

reciclagem plasticos

A segunda forma consiste na recuperação a partir do lixo urbano, que contém o plástico mais contaminado e que exige, portanto, os processos mais dispendiosos de coleta e separação por "famílias ou grupos" (PVC, PE, PP, PS, PET).

A separação por "grupos" pode ser feita visualmente ou realizada por diferença de densidade entre os polímeros, como visto adiante.

A expectativa da sociedade no sentido de que haja maior reciclagem esbarra em dificuldades de ordem prática, como a coleta e o transporte destes resíduos e sua separação na usina de triagem, bem como na dificuldade de geração de materiais homogêneos em volumes significativos. A diversidade das fontes dificulta a triagem dos resíduos em frações homogêneas.

Em comparação, portanto, a outras fontes de captação de resíduos, o uso do resíduo sólido urbano proveniente do lixão é o que apresenta maior dificuldade, pois o material necessita ser separado e classificado por "grupos" de plásticos , exigindo mais equipamentos e, portanto, maior espaço, mais energia e gastos com água no processo de lavagem.
Esta água necessita ainda tratamento antes do descarte.

O mais recomendável é a separação prévia dos resíduos sólidos urbanos em dois tipos: resíduo seco (papéis, plásticos, metais, vidros, etc.) e resíduo úmido (restos de alimentos).
Outra opção consiste nos PEV (Postos de Entrega Voluntária) onde o consumidor final espontaneamente descarta os resíduos secos.

A reciclagem do plástico

Cada pessoa que compra um produto engarrafado em PET, como refrigerante, água, óleo de cozinha, sucos e bebidas em geral, pode e deve colaborar para que a reciclagem seja o destino de todas essas embalagens.

A reciclagem de plástico consiste no processo de reciclagem artefatos fabricados a partir de resinas (polímeros), geralmente sintéticas e derivadas do petróleo.

Vantagens da Reciclagem

Redução do volume de lixo nos aterros sanitários e melhoria nos processos de decomposição de matérias orgânicas nos mesmos.

O PET acaba por prejudicar a decomposição pois impermeabiliza certas camadas de lixo, não deixando circularem gases e líquidos.

Embalagens plásticas depositadas em aterro sanitário.

Economia de petróleo pois o plástico é um derivado.

Economia de energia na produção de novo plástico.

Geração de renda e empregos.

Redução dos preços para produtos que têm como base materiais reciclados.
No caso do PET de 2 litros, a relação entre o peso da garrafa (cerca de 54g) e o conteúdo é uma das mais favoráveis entre os descartáveis. Por esse motivo torna-se rentável sua reciclagem.

O material não pode ser transformado em adubo. Plástico e derivados não podem ser usados como adubo, pois não há bactéria na natureza capaz de degradar rapidamente o plástico.

É altamente combustível, com valor de cerca de 20 Megajoules/quilo , e libera gases residuais como monóxido e dióxido de carbono, acetaldeído, benzoato de vinila e ácido benzóico. Esses gases podem ser usados na indústria química.
É muito difícil a sua degradação em aterros sanitários.

O que é e o que não é reciclavel

Separe para reciclagem, retirando antes o excesso de sujeira:

reciclável :

sacos, CDs, disquetes, embalagens de produtos de limpeza, PET (como garrafas de refrigerante), canos e tubos, plásticos em geral

  • Garrafas, garrafões e vasilhames de:
    • água
    • sucos e refrigerantes
    • vinagre
    • detergentes e produtos de higiene
    • óleos alimentares
  • Sacos de plástico

não reciclável :

plásticos termofixos (usados na indústria eletro-eletrônica e na produção de alguns computadores, telefones e eletrodomésticos), embalagens plásticas metalizadas (como as de salgadinhos), isopor

O que é reciclagem terciaria

Reciclagem terciária

É a conversão de resíduos plásticos em produtos químicos e combustíveis, por processos termoquímicos (pirólise,quimólise, conversão catálica). Por esses processos, os materiais plásticos são convertidos em matérias-primas que podem originar novamente as resinas virgens ou outras substâncias interessantes para a indústria, como gases e óleos combustíveis.

Separação

Os diferentes tipos de plásticos são separados antes de serem reciclados. Esse processo é feito através das densidades destes.

Polipropileno 0,90 – 0,915

Polietileno de Baixa Densidade 0,910 - 0,930

Polietileno de Alta Densidade 0,940 - 0,960

Nylon 1,13 – 1,15

Acrílico 1,17 – 1,20

Poli (cloreto de vinila) 1,220 - 1,300

Poli (tereflalato de etileno) 1,220 - 1,400

Identificação do Plástico

Os plásticos são divididos em duas grandes categorias: termofixos e termoplásticos:

Os termofixos representam aproximadamente 20% do total de plásticos consumidos no Brasil e são aqueles que, após conformados por um dos processos usuais de transformação, não podem ser reprocessados por não "amolecerem", ou seja, não podem ser fundidos para uma nova moldagem.
Um exemplo clássico desta categoria é a "baquelite", utilizada em cabos de panela.

Podem ser citadas ainda outras resinas termofixas de uso comum, como alguns poliuretanos (PU) e copolímeros de etileno e acetato de vinila (EVA), que são utilizados em solas para calçados; resinas fenólicas utilizadas em revestimento de móveis; poliésteres utilizados na fabricação de telhas reforçadas com fibra de vidro, entre outros.
Estas resinas, apesar de não serem mais moldáveis, podem ser utilizadas, após moagem, para outras aplicações tais como carga em sua própria composição ou na de outros produtos, e até mesmo como condicionadores de asfalto.

Os termoplásticos são os mais utilizados, podendo ser reprocessados várias vezes, pelo mesmo ou por outros processos de transformação. Quando submetidos a uma temperatura adequada, estes plásticos amolecem, permitindo uma nova conformação. Alguns exemplos são o policloreto de vinila, polietileno, polipropileno, poliestireno e outros.

Antes de qualquer análise química ou física, as diversas resinas podem ser facilmente reconhecidas através de um código utilizado em todo o mundo. O mesmo foi criado com o intuito de possibilitar a identificação imediata de uma resina reciclável, quando já conformada por processo anterior.
Consistindo em sinais de representação, este código traz um número convencionado para cada polímero reciclável e/ou o nome do polímero utilizado, ou de preponderância, no caso de uma mistura de polímeros.
Estes sinais são impressos no rótulo do produto ou estampados na própria peça.

No Brasil, o código de identificação foi alocado pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, na norma NBR 13230- "Simbologias Indicadas na Reciclabilidade e Identificação de Plásticos" (em revisão), de acordo com o sistema apresentado na Figura seguinte.

Nessa figura, são também indicados alguns dos usos mais comuns de cada resina.

tipos de plastico reciclavel

Símbolos que indicam a reciclabilidade e identificam o polímero que constitui o produto

Se, eventualmente, um destes símbolos não estiver presente no artefato a ser reciclado, há vários outros métodos simples disponíveis para a sua identificação.

O percurso de uma garrafa pet

As embalagens Pet são 100% recicláveis e a sua composição química não libera nenhum produto tóxico.

reciclar embalagens plasticas
flickr - hiromy

Primeiro passo: O momento da compra

Você vai ao mercado, à loja de conveniência, à mercearia ou compra de um vendedor ambulante. O fato é que você adquiriu um produto que vem numa embalagem. Então observe algumas dicas:
Seja um consumidor consciente. Só compre aquilo que você realmente precisa.
Além disso, dê preferência a produtos que tenham embalagens recicláveis.
As garrafas de PET são fáceis de identificar: elas têm o triângulo com o número 1 dentro dele ( ), quase sempre na parte de baixo das garrafas o que representa embalagem reciclável.

Segundo passo: O uso do produto

Bebeu tudo? Então é a hora de tratar daquilo que sobra nas suas mãos: a embalagem.

Não basta jogá-la no lixo, simplesmente. Para que seja reciclada, observe o seguinte:
Ao terminar de consumir o conteúdo, retire toda a sobra que você conseguir. Não é necessário lavar a embalagem!
Isso acontecerá durante o processo de reciclagem. Por isso, não há motivo para gastar água.

Se tiver um tempinho, retire o rótulo. Esse procedimento vai acontecer durante o processo de reciclagem, mas essa ação ajuda os recicladores.
Depois amasse e tampe bem a embalagem. Isso reduz muito o espaço que a garrafa ocupa e facilita o trabalho de quem coleta (veja o terceiro passo), já que o transporte e a estocagem ficam muito mais fáceis.
Deixe a garrafa bem tampada. Isso evita que ela recupere seu volume

Terceiro passo: O descarte


Agora você tem em mãos uma embalagem pronta para ser descartada. Então vamos fazer da melhor forma, isto é, garantindo que a reciclagem aconteça.

Veja como:
A primeira atitude é a mais importante. Separe o lixo de sua casa em dois sacos diferentes: um para os materiais recicláveis (sólidos) e outro para os restos de comida (orgânicos).
Não se preocupe em separar materiais recicláveis por tipo. Profissionais especializados realizarão a tarefa. Basta que os produtos estejam juntos e que sejam colocados para coleta no dia e no horário corretos.

Apenas algumas cidades são privilegiadas e contam com sistemas de coleta seletiva. Se você reside em uma delas, basta observar os dias da passagem do caminhão da prefeitura e colocar o material reciclável, todo junto, para que seja levado.
Algumas prefeituras disponibilizam a coleta seletiva através de Pontos de Entrega. São grandes recipientes, às vezes com divisões para cada material.
Nesse caso, você pode levar seus resíduos recicláveis até lá. O material será recolhido periodicamente,

Edifícios comerciais ou residenciais lidam com volumes grandes de resíduos, o que exige cuidado maior.
Oriente todos os condôminos sobre os procedimentos para descarte de cada embalagem. Sugira a seqüência de passos acima descritos para cada um.

Quando os volumes acumulados são grandes, caso de condomínios em geral, o procedimento de amassar as garrafas torna-se especialmente importante.

Caracteristicas da reciclagem do PVC

Uma vez separado, o PVC não apresenta, por si só, nenhum problema para ser reprocessado.
O resíduo de PVC, sem a inclusão de outras resinas, pode sofrer a incorporação de aditivos como plastificantes, estabilizantes e outros.
A reciclagem do PVC separado, como ilustrado no fluxograma esquemático, pode ser subdividida nas seguintes etapas:

  • Triagem manual;

  • Moagem, lavagem e secagem;

  • Mistura/aglutinação;

  • Extrusão e granulação;

  • Transformação em um produto acabado por processos convencionais de conformação.


Atualmente, no Brasil, a reciclagem mecânica do PVC separado é realizada tanto para o PVC flexível quanto para o rígido.

De forma geral, estes "compostos" são divididos em três grandes grupos, conforme a sua aplicação, quais sejam "rígido", "flexível" e "plastisol".
Na reciclagem, no entanto, adota-se a divisão em apenas dois grupos, "rígido" e "flexível", que são diferenciados pelos recicladores através do ensaio de dureza Shore A, na forma abaixo:

  • Resíduo de PVC flexível: dureza abaixo de 90 Shore A;

  • Resíduo de PVC rígido: dureza acima de 90 Shore A.

Uma das dificuldades do processamento do resíduo não misturado de PVC reside nas perdas por degradação do material, que podem ser evitadas através de uma nova incorporação de aditivos. No entanto, como estes aditivos aumentam o custo final do produto, tornou-se prática comum a adição de pequena parcela de um outro resíduo, contendo o aditivo necessário.

A matéria-prima utilizada para esta reciclagem é o resíduo ou sucata de PVC flexível (dureza abaixo de 90 Shore A). É freqüente a adição de plastificantes, como o DOP – dioctil-ftalato, que tem como objetivo promover um ajuste na dureza do produto a ser obtido). O fluxograma do processo de reciclagem mecânica de PVC flexível assemelha-se ao apresentado na Figura 5-1 anterior, em que a moagem é o primeiro passo e consiste em reduzir o tamanho do resíduo de PVC.

A lavagem faz-se necessária, principalmente se o resíduo for urbano e estiver sujo ou contaminado. Havendo possibilidade, o ideal é evitar esse procedimento. A etapa de secagem faz-se também necessária, a fim de reduzir a umidade do PVC, que deve ser processado com teor menor que 1%, para que possa seguir o seu fluxo no processo de extrusão.

O processamento faz-se num aglutinador, que é um tipo de misturador com hélices paralelas, onde o aquecimento é gerado pelo atrito entre estas hélices e o PVC. Nesse processo, o material se aglomera formando partículas maiores, aumentando sua densidade aparente (relação massa por volume). É comum os recicladores aproveitarem esse equipamento para completar a secagem do PVC.

A extrusão do PVC exige máquina robusta, de boa qualidade mecânica e, no mínimo, com tratamento de nitretação nas partes internas para evitar corrosão. Mesmo com os tratamentos exigidos para a rosca da extrusora, seu desgaste é inevitável, devendo a mesma ser "recalibrada" ou sofrer recobertura pelo menos duas vezes ao ano, dependendo da quantidade de material extrudado. Se este procedimento preventivo não for seguido, perde-se em produtividade, em qualidade do produto, eleva-se o consumo de energia e corre-se o risco de danificar o equipamento, gerando custos extras de produção.

As extrusoras podem ter corte do material no cabeçote (saída do equipamento) ou produzir o chamado "espaguete" (através de um molde perfurado), a ser "picotado" posteriormente no granulador. O uso de um trocador de telas automático é importante para o processo, mas não é imprescindível. Geralmente, trabalha-se com zonas de aquecimento variando entre 150 e 220°C.

O material resultante da extrusão, o "espaguete", precisa, então, ser resfriado. Esta etapa é realizada nas chamadas calhas ou banheiras de resfriamento, que utilizam água fria (ou à temperatura ambiente). Após o resfriamento, o material é "picotado" em grânulos de tamanho padronizado (3 mm), em um granulador (picotador), que trabalha com facas de corte muito sensíveis. Esta etapa determina o fim do processo e o material é, então, embalado e estocado. O PVC reciclado é embalado em sacos plásticos de polietileno, ou de papel, de 25 kg. O material processado desta forma é vendido como PVC flexível reciclado.

Dependendo de suas características, o material reciclado pode ser conformado por injeção ou extrusão, obtendo-se, como produtos finais, solados em geral, manoplas, mangueiras, e outros.

Os resíduos de PVC rígido, quando têm origem na indústria são, geralmente, por ela própria reprocessados. Quando sua procedência é a coleta seletiva, lixões e outras fontes, encontram-se, muitas vezes, contaminados com outras resinas.

Um dos piores problemas de contaminação no processo de reciclagem, é o apresentado pelas resinas PVC e PET. Ambas possuem densidade em torno de 1,3 - 1,35 g/cm3 e não são, portanto, separáveis pelo método de flotação convencional. Se o PET estiver contaminado com PVC, este se degradará durante o processamento do PET, devido à elevada temperatura exigida. Se o PET, entretanto, estiver contaminando o PVC, deverá ser eliminado do processo, por filtração, pois não funde à temperatura de processamento deste.

A reciclagem do PVC rígido é bastante simples quando o resíduo está "limpo", permitindo a supressão das etapas de lavagem e secagem. Usualmente, o resíduo é moído, com recuperação do pó gerado, que retorna ao processo junto com o material moído. Este material, de acordo com a sua característica e/ou de acordo com o que se deseja produzir, é aditivado em uma moega e, usualmente, enviado diretamente para uma extrusora ou injetora.

Apesar da conhecida sensibilidade térmica do PVC rígido, ele pode ser reprocessado. Em alguns casos, é aconselhável a adição de estabilizantes ou lubrificantes à formulação a ser reciclada. O resíduo é moído, lavado e recuperado em um processo semelhante ao do PVC flexível.

O PVC rígido reciclado tem sido utilizado, entre outras aplicações, na conformação de conduítes elétricos e tubos para baixa pressão. A produção de tubos é sensível a contaminações com papel, poliestireno e polietileno, que alteram as propriedades físicas das peças produzidas.

Papel

RECICLAGEM DE P A P E L

reciclagem de papel

Nem todo papel é reciclável !

- reciclável :

papéis de escritório, papelão, caixas em geral de papelão ondulado, jornais, revistas, livros, listas telefônicas, cadernos, papel cartão, cartolinas, embalagens longa-vida, listas telefônicas, livros, envelopes formulários de computador folhas de caderno fotocópias rascunhos aparas de papel cartazes velhos papel de fax.

- não reciclável :

papel carbono, celofane, papel vegetal, termofax, papéis encerados ou palstificados, papel higiênico, lenços de papel, guardanapos, fotografias, fitas ou etiquetas adesivas .

Saiba como fazer Papel Reciclado

O QUE VOCÊ PRECISA:

· papel e água
· bacias: rasa e funda
· balde
· moldura de madeira com tela de nylon ou peneira reta
· moldura de madeira vazada (sem tela)
· liquidificador
. jornal ou feltro
· pano (ex.: morim)
· esponjas ou trapos
· varal e pregadores
· prensa ou duas tábuas de madeira
· peneira côncava (com "barriga")
· mesa

ROTEIRO:

A - Preparando a polpa:

Pique o papel e deixe de molho durante um dia ou uma noite na bacia rasa, para amolecer. Coloque água e papel no liquidificador, na proporção de três partes de água para uma de papel. Bata por dez segundos e desligue. Espere um minuto e bata novamente por mais dez segundos. A polpa está pronta.

B - Fazendo o papel:

1. Despeje a polpa numa bacia grande, maior que a moldura.
2. Coloque a moldura vazada sobre a moldura com tela. Mergulhe a moldura verticalmente e deite-a no fundo da bacia.
3. Suspenda-as ainda na posição horizontal, bem devagar, de modo que a polpa fique depositada na tela. Espere o excesso de água escorrer para dentro da bacia e retire cuidadosamente a moldura vazada.
4. Vire a moldura com a polpa para baixo, sobre um jornal ou pano.
5. Tire o excesso de água com uma esponja.
6. Levante a moldura, deixando a folha de papel artesanal ainda úmida sobre o jornal ou morim.

C - Prensando as folhas

Para que suas folhas de papel artesanal sequem mais rápido e o entrelaçamento das fibras seja mais firme, faça pilhas com o jornal da seguinte forma:

· Empilhe três folhas do jornal com papel artesanal. Intercale com seis folhas de jornal ou um pedaço de feltro e coloque mais três folhas do jornal com papel. Continue até formar uma pilha de 12 folhas de papel artesanal.

· Coloque a pilha de folhas na prensa por 15 minutos. Se não tiver prensa, ponha a pilha de folhas no chão e pressione com um pedaço de madeira.

· Pendure as folhas de jornal com o papel artesanal no varal até que sequem completamente. Retire cada folha de papel do jornal ou morim e faça uma pilha com elas. Coloque esta pilha na prensa por 8 horas ou dentro de um livro pesado por uma semana.

Efeitos decorativos

Misture à polpa: linha, gaze, fio de lã, casca de cebola ou casca de alho, chá em saquinho, pétalas de flores e outras fibras.
Bata no liquidificador junto com o papel picado: papel de presente, casca de cebola ou de alho.
Coloque sobre a folha ainda molhada: barbante, pedaços de cartolina, pano de tricô ou crochê. Neste caso, a secagem será natural - não é necessário pressionar com o pedaço de madeira.
Para ter papel colorido: bata papel crepom com água no liquidificador e junte essa mistura à polpa. Outra opção é adicionar guache ou anilina diretamente à polpa.

Dicas importantes

A tela de nylon deve ficar bem esticada, presa à moldura por tachinhas ou grampos.
Reutilize a água que ficar na bacia para bater mais papel no liquidificador
Conserve a polpa que sobrar: peneire e esprema com um pano.
Guarde, ainda molhada (em pote plástico no congelador) ou seca (em saco de algodão).
A polpa deve ser ainda conservada em temperatura ambiente.

Embalagem longa vida

reciclagem longa vida
wikipedia.org

O processo para reciclagem das embalagens cartonadas acontece em duas etapas.
A primeira é a retirada do papel e posteriormente o processamento do polietileno/alumínio que pode ser reciclado de várias formas diferentes.

como reciclar

Alumínio/Metal


RECICLAGEM DE M E T A L

reciclagem de metal

Reciclagem do Aluminio

A reciclabilidade é um dos atributos mais importantes do alumínio. Qualquer produto produzido com este metal pode ser reciclado infinitas vezes, sem perder suas qualidades no processo de reaproveitamento, ao contrário de outros materiais, que geram resíduos com aplicações menos nobres.

A cada quilo de alumínio reciclado, cinco quilos de bauxita (minério de onde se produz o alumínio) são poupados.

Para se reciclar uma tonelada de alumínio, gasta-se somente 5% da energia que seria necessária para se produzir a mesma quantidade de alumínio primário, ou seja, a reciclagem do alumínio proporciona uma economia de 95% de energia elétrica.
Para se ter uma idéia, a reciclagem de uma única latinha de alumínio economiza energia suficiente para manter um aparelho de TV ligado durante três horas.

• Uma latinha de alumínio vazia pesa em média 13,5 g.
• As tampas representam 23% do peso total da lata e são feitas com uma liga de alumínio mais resistente.

• Hoje 74 latas são produzidas com 1 kg de alumínio, enquanto que em 1992, 64 latas e em 1972, 49 latas.
• Cada 1.000 kg de alumínio reciclado significam 5.000 kg de minério bruto (bauxita) poupados.

• Para reciclar o alumínio são gastos apenas 5% da energia que seria utilizada para se produzir o alumínio primário, ou seja, uma economia de 95%.

• A cadeia da reciclagem do alumínio no Brasil - coleta, recuperação, transporte etc - envolve mais de 2 mil empresas e proporciona uma fonte de renda alternativa e ocupação para mão-de-obra não qualificada.

• A coleta de latas usadas envolve mais de 160 mil pessoas no Brasil vivendo hoje exclusivamente desta atividade com renda média de dois salários mínimos.

• Em 2005, o Brasil reciclou 96,2% das mais de 9,5 bilhões de latas de alumínio produzidas, mantendo o país como campeão mundial, pelo quinto ano consecutivo, entre os países onde a atividade não é obrigatória.

reciclagem aluminio
flickr - weisserose

Como saber se é aluminio

Todas as latas de alumínio podem ser identificadas por dois símbolos impressos na embalagem, normalmente utilizados pelas indústrias:
um é o "AL" circundado por duas setas, e o outro é a figura de uma lata, com a inscrição "Recicle Alumínio".

simbolo aluminio reciclavel
recicle aluminio

Uma maneira simples de tirar a duvida é utilizar um ímã, se ele não ficar preso, a lata é de alumínio.
As latas de aço são um pouco mais pesadas que as de alumínio.

Nem todo metal é reciclável !

reciclável :

  • Latas de aluminio de bebidas (refrigerante, cerveja, suco)
  • Tampas de garrafa
  • Latas de conserva, óleo, leite em pó
  • Tabuleiros de alumínio
  • Embalagens metálicas de congelados
  • Folha-de-flandres
  • Aerossóis vazios (spray)

não reciclável :

  • Clips, grampos, esponjas de aço, tachinhas, pregos e canos
  • Electrodomésticos
  • Pilhas e baterias (tem depositos especiais)

Ciclo de vida

O caminho de vida de uma latinha de aluminio:

ciclo da reciclagem
fonte: abal.org.br

O ciclo de vida da lata de alumínio - espaço entre a produção e o retorno aos centros de reciclagem - leva em média 30 dias.

Duvidas

Embalagens descartaveis (as “quentinhas”) o que fazer ?

Lave essas embalagens para retirar os restos de alimentos e coloque-as junto com os demais metais ou entregue-as em um posto de coleta ou para o sucateiro mais próximo da sua casa.

Como a lata deve ser preparada para a reciclagem?

A lata é 100% reciclável, ou seja, não é necessário retirar nenhuma parte dela para a reciclagem, nem mesmo o anel. Para facilitar o processo de reciclagem, a lata deve estar vazia e livre de impurezas (tais como restos de comida, de papel, pontas de cigarros, dentre outros resíduos).

O lacre da lata é mais valioso que lata?

Não. A sucata é paga de acordo com o peso, não importando se é o corpo ou o lacre da lata.
fonte:Abal.Org.

Reciclagem de aço

As características que fazem da embalagem de aço a melhor alternativa para quem preocupa-se em preservar o meio ambiente também não podem ser esquecidas.
A reciclagem de aço é o reaproveitamento do aço utilizado em objetos que já não estão funcionando para produzir novos objectos.

A lata de aço é uma das embalagens mais utilizadas em todo mundo para acondicionar alimentos e produtos diversos.

Essa embalagem é 100% reciclável, ou seja, depois de usada é aproveitada novamente, um processo que se repete infinitas vezes.

Além disso, é degradável num período médio de 5 anos; isso significa que se uma embalagem de aço for deixada no ambiente, em contato com o solo e à intempéries, ela se decompõe totalmente, voltando para a natureza como óxido ferro - matéria prima do aço.

Aqui começam as informações sobre os recicláveis e não recicláveis.

Preparativos.. faltam 3 dias


Preparo do nosso gráfico, sobre o lixo do Rio de Janeiro, tivemos bastante trabalho pra cortar, pintar, montar.. foi um dia cheio!

quarta-feira, 24 de junho de 2009




Clique
nas lixeiras para saber quais os materiais do lixo
comum que podem ser reciclados !


segunda-feira, 22 de junho de 2009

RECICLAGEM

Palavra de ordem: Reciclar

Face à escassez de recursos naturais e à quantidade de lixo existente nas nossas cidades, a reciclagem apresenta-se como uma das acções mais inteligentes e eficazes para ajudar a concretizar um futuro mais limpo e sustentável.

Sabia que:

Cada ser humano produz, por ano, uma quantidade de lixo dez vezes superior ao peso do seu corpo?

A decomposição natural de plástico demora cerca de 450 anos?

Dezenas de milhares de mamíferos marinhos morrem por ano ao comer ou se emaranhar em detritos de plástico?

Uma fralda descartável demora, no mínimo, três anos para se decompor naturalmente?

Por cada tonelada de papel reciclado evita-se o abate de 15 a 20 árvores de médio porte?

Papel produzido com fibra reciclada produz menos poluição atmosférica, gasta menos água e menos energia?

O alumínio pode ser reciclado inúmeras vezes sem perda de qualidade?

84% do lixo doméstico pode ser reciclado?

Nos últimos anos a questão da gestão dos resíduos/desperdícios ganhou uma importância vital. Face à cada vez maior quantidade de lixo gerada pela actual sociedade de consumo (ou deveríamos dizer sociedade de desperdício?), à falta de locais para o colocar, às polémicas da incineração e da localização dos aterros sanitários, reciclar parece ser a chave para um futuro mais limpo e sustentável.

Reciclar implica reaproveitar, reutilizar. A produção de materiais reciclados implica uma menor extracção e delapidação dos recursos naturais da Terra, um menor consumo de energia, um menor volume e número de lixeiras e incineradoras e consequentemente uma redução da poluição. Para que a reciclagem ganhe uma maior importância é essencial que se faça uma recolha, separação e transformação dos resíduos eficientes, que a utilização dos resíduos enquanto matérias primas secundárias seja energética e economicamente vantajosa e que estes produtos tenham um público consumidor que os valorize.

Para que a reciclagem dos produtos seja eficaz é necessário que a qualidade dos resíduos seja a melhor possível. Resíduos impróprios ou sujos podem contaminar todo um lote, tornando o trabalho de recolha inútil. Assim, apresentamos uma lista de material que pode ou não ser reciclável. Outro factor importante para uma reciclagem eficaz é a colocação destes materiais nos recipientes adequados para o efeito.

MATERIAL RECICLÁVEL

Papel

Jornais, revistas, cadernos, formulários, caixas em geral, fotocópias, envelopes, papel de fax, cartazes, cartolinas, aparas de papel.

Metal

Latas de alumínio, panelas, utensílios de ferro, arames, pregos.

Vidro

Recipientes em geral, garrafas e copos.

Plástico: Embalagens de refrigerantes, de produtos de limpeza e de higiene, de margarina, de leite, canos e tubos, sacos plásticos em geral.

MATERIAL NÃO-RECICLÁVEL

Papel

Etiquetas adesivas, papel carbono, papéis sanitários, metalizados, parafinados, plastificados ou sujos, guardanapos, tocos de cigarro, lenços, fotografias.

Metal

Clips, ganchos, canos, recipientes de produtos tóxicos ou de restos de produtos gordurosos.

Vidro

Espelhos, lâmpadas, cerâmica, porcelana, recipientes de produtos tóxicos ou de restos de produtos gordurosos, mistura de vidro de diferentes cores.

Plástico

Tomadas, misturas de papel, plásticos e metais, recipientes de produtos tóxicos ou de restos de produtos gordurosos.

Outros produtos que podem ser reciclados são as pilhas, os tóners, os cartuchos das impressoras, as disquetes de computador, os pneus usados e o óleo do motor. Convém contactar as autoridades locais para esclarecimentos sobre o local onde colocar estes produtos.

Atenção às falsas rotulagens, muitos produtos rotulados como reciclados ou "amigos do ambiente" não o são na realidade. Informe-se junto das autoridades competentes.